quinta-feira, 29 de março de 2012

sexta-feira, 23 de março de 2012

COMO PERMANECER EMOCIONALMENTE DOENTE


Apresentamos aqui um programa de ação que requer tempo integral de aplicação. Se você se decidir segui-lo e não quiser fracassar, terá de se dedicar a ele de corpo e alma, porque a doença emocional em toda a sua plenitude não é algo que se consiga facilmente. Disponha-se, portanto, a trabalhar de verdade para alcançar seu objetivo. Se de fato você almeja usufruir todos os “benefícios” que a doença emocional proporciona – ser alvo de compaixão, digno de piedade, ser mimado, dispensado de suas obrigações, etc. prepare-se para fazer o máximo, todos os dias, a todo momento. Este guia parcial lhe ajudará a começar, porém é preciso continuar trabalhando sem esmorecimento:

1. Culpe sempre as outras pessoas, NUNCA admita que possa ter sido responsável por algo.
2. Cultive aversão, ódio e ressentimento em relação às pessoas e às situações.
3. Continue sendo EGOÍSTA.
4. Mencione constantemente os problemas da vida, afirmando que o mundo e as pessoas não valem grande coisa.
5. Jamais se disponha a ajudar alguém. Diga a si mesmo: “Ora, ele também não me ajudaria se eu precisasse”.
6. Diga a si mesmo que você é bom demais para este mundo. É até possível que acabe acreditando nisso.
7. Repita com frequência: “Se todas as pessoas fossem como eu, o mundo seria maravilhoso”.
8. Odeie as pessoas investidas de autoridade. Procure convencer-se de que elas só querem persegui-lo.
9. Cultive a autopiedade, faça o papel de mártir. Repita para você mesmo, e sempre que puder para os outros também: “Ah, que sofrimento! Por que será que isso tinha de acontecer justamente comigo?”
10. Qualquer que seja a situação, mantenha sempre uma expressão de desagrado, de amargura. Não sorria nunca.


(Texto retirado do Livro Vermelho – p. 71 e 72)
Fonte: Terapia_DozePAssos@yahoogrupos.com.br 

Em Verdade







O santo não condena o pecador. Ampara-o sem presunção.

O sábio não satiriza o ignorante. Esclarece-o fraternalmente.

O iluminado não insulta o que anda em trevas. Aclara-lhe a senda.

O orientador não acusa o aprendiz tateante. A ovelha insegura é a que mais reclama o pastor.

O bom não persegue o mau. Ajuda-o a melhorar-se.

O forte não malsina o fraco. Auxilia-o a ergue-se.

O humilde não foge ao orgulhoso. Coopera silenciosamente, em favor dele.

O sincero a ninguém perturba. Harmoniza a todos.

O simples não critica o vaidoso. Socorre-o, sem alarde, sempre que necessário.

O cristão não odeia, nem fere. Segue ao Cristo, servindo ao mundo.

De outro modo, os títulos de virtude são meras capas exteriores que o tempo desfaz.


Xavier, Francisco Cândido.


Da obra: Agenda Cristã.
Pelo Espírito André Luiz.

quarta-feira, 21 de março de 2012

A Compreensão







Quando compreendemos nossa vida, nossas dificuldades, nossos problemas, nossas escolhas, nossas amizades, nossos amigos, nossa família e até aqueles que achamos ser nossos inimigos, colocamos em pratica a benevolência e o discernimento, instalamos em nosso coração um sentimento grandioso que é a Compreensão. 

Se tivermos a capacidade de compreender todas as nossas dificuldades e problemas, estamos colocando em prática a resignação e quando compreendermos nossas escolhas e todas as pessoas que nos cercam sem colocar o julgamento de suas ações, é porque realmente estamos semeando o amor ao próximo e a Caridade incondicional em nosso coração.

Ainda não somos perfeitos, compreendemos pouco da vida,
temos que nos empenhar diariamente para realmente compreendermos os designos de Deus em nossa vida.

Compreendemos os seus recados quando não é conosco,
sempre temos uma palavra ao outro, e quando passamos por dificuldades nos entregamos ao pessimismo e a angustia, não temos a compreensão e a resignação como nossos amigos.

Sabemos que quando temos a compreensão em nós, nosso coração
fica mais aliviado e pode doar muito mais e principalmente nos dá
a sensação de estarmos caminhando corretamente e buscando o caminho do bem.

Procuremos então todos juntos, verificar se em nossos corações
temos a compreensão verdadeira e acima de qualquer julgamento,
desta forma estaremos hoje procurando tirar de nós aqueles
sentimentos que nos levam a incompreensão e as mágoas tão maléficas para nossa saúde física e espiritual.
 



(Gotas de Paz) 

terça-feira, 13 de março de 2012

As Quatro Nobres Verdades



 


"O Buda disse:

Descobri uma verdade profunda, tão difícil de apreender, tão difícil de compreender, serena e sublime, que não se pode alcançar pelo mero raciocínio e que só é visível ao sábio.

Mas o mundo entrega-se ao prazer, delicia-se no prazer, encanta-se no prazer. Na verdade, esses seres dificilmente compreenderão a lei do condicionamento, a origem interdependente de todas as coisas.

No entanto, há seres cujos olhos estão apenas cobertos por um pouco de poeira: esses compreenderão a verdade.

Qual é a Nobre Verdade do Sofrimento? 

O nascimento é sofrimento, a velhice é sofrimento, a morte é sofrimento, a dor, a lamentação, o padecimento, a angústia e o desespero são sofrimento. Não obter o que se deseja é sofrimento, em resumo, os cinco agregados da existência são sofrimento.

Qual é a Nobre Verdade da Origem do Sofrimento?
O desejo que provoca um novo renascimento e que é escravo do prazer e da luxúria, aqui, e ali encontra novos deleites. Mas de onde emerge este desejo e onde se enraíza ele?

Onde quer que haja no mundo coisas deliciosas e agradáveis, o desejo nasce e enraíza-se. Olho, ouvido, nariz, língua, corpo e espírito são deliciosos e agradáveis: neles o desejo nasce e enraíza-se.

Os objectos visuais, os sons, os odores, os sabores, as sensações físicas e os objectos do espírito são deliciosos e agradáveis: neles o desejo nasce e enraíza-se.

A consciência, as sensações, os sentimentos nascidos das sensações, a percepção, a vontade, o desejo, o pensamento e o raciocínio são deliciosos e agradáveis: neles o desejo nasce e enraíza-se.

Qual é a Nobre Verdade da Extinção do Sofrimento? 

E o desaparecimento completo e a cessação do desejo, a renúncia a ele e o seu abandono, a libertação e o desapego. A cessação da cobiça, a cessação do ódio, a cessação da ilusão: a isto, na verdade, chama-se nirvana.

E para o discípulo, assim liberto, no coração do qual reina a paz, nada mais há a acrescentar ao que foi feito e nada mais resta a fazer.

Tal como um rochedo permanece imóvel ao vento, também nem as formas, nem os sons, nem os odores, nem os sabores de qualquer tipo, nem o desejável ou o indesejável podem demover o discípulo. Aquele que tem estabilidade de espírito ganha a libertação.

E aquele que conhece todos os contrastes nesta terra deixa de ser perturbado pelo que quer que seja neste mundo. Aquele que está em paz, livre do ódio, do sofrimento e dos anseios, passou para além do nascimento e da velhice.

A isto não chamo erguer-se, nem passar além, nem permanecer, nem nascer, nem morrer. Não tem suporte, nem desenvolvimento, nem base. E o fim do sofrimento.

A partir deste momento, o propósito da Vida Santa não consiste em receber esmolas, honras ou fama, nem em ganhar ética, concentração ou o olho do conhecimento. Esta libertação inabalável do coração é o objectivo da Vida Santa, a sua essência e finalidade.

Qual é a Nobre Verdade do caminho que conduz à extinção do sofrimento?
Entregar-se aos prazeres dos sentidos que são a base, comum, vulgar, profana e inútil ou entregar-se À auto-mortificação, à dor, profana e inútil?

O Buda Perfeito evitou ambos os extremos e encontrou o Caminho do Meio, que nos leva a ver e a saber, que conduz à paz, ao discernimento, ao nirvana.

Este é o Nobre Caminho Óctuplo, o caminho que leva à extinção do sofrimento:

1. Compreensão perfeita
2. Pensamento perfeito
3. Palavra perfeita
4. Ação perfeita
5. Meios de existência perfeitos
6. Esforço perfeito
7. Atenção perfeita
8. Concentração perfeita

Este é o Caminho do Meio que o Buda Perfeito encontrou, que nos leva a ver e a saber, que conduz à paz, ao discernimento e à iluminação."

Buddha

(excerto de Samyutta Nikaya)

texto retirado do blog:  http://sete-espadas.blogspot.com

domingo, 11 de março de 2012

O remédio do perdão










Existe uma crença de que pessoas que perdoam uma ofensa estão fazendo papel de bobas. 


Parece que o lema preferido é “pagar na mesma moeda”, ou “olho por olho, dente por dente”.


Por isso, muitos escolhem acumular um monte de lixo interior, como a mágoa e o ressentimento, e deixar de lado o perdão.


Energias negativas e destrutivas, como a raiva e o ódio, ficam acumuladas no subconsciente e não deixam espaço para energias novas e melhores se manifestarem.


É melhor investir na faxina interior, antes que o lixo acumulado comece a transbordar em forma de doença física ou emocional. 


Enquanto alimentamos os ressentimentos, não conseguiremos retirar do subconsciente os padrões de pensamentos inúteis à nossa prosperidade.


Nesse estado, não adianta fazer pensamento positivo.


Será que esse é o seu caso? Se for, não deixe o ressentimento ocupar espaço em você. O perdão é o antídoto. Perdoe a si mesmo e aos outros. 


Seja próspero na generosidade. O ressentimento corrói você por dentro. 


O perdão, como remédio eficaz que cura as cicatrizes do peito, é a aceitação da realidade; a aceitação de si mesmo e dos outros. 


Os outros são como são. Nunca serão como você queria que fossem, nunca agirão de forma que você queria que agissem. 


Entenda isso e nunca mais você ficará magoado ou ressentido com os outros ou com você mesmo.


Destrua a ilusão de que os outros, a vida, o mundo, enfim, tudo deveria ser do jeito que você queria que fosse.


Essa ilusão é a causadora de suas mágoas, raivas e ressentimentos. Pense nisso.


Comece a fazer uma limpeza mental, perdoe o agressor. Livre-se da energia negativa do ressentimento e abra espaço para o novo.


- Verdadeiramente, eu estou disposto a deixar ir embora de mim todas as mágoas em relação a essas pessoas.


- Eu estou disposto a perdoar essas pessoas e a mim também por ter achado que essas pessoas deveriam agir comigo do jeito que eu esperava.


Luiz Antônio Gasparetto

sexta-feira, 9 de março de 2012

Poucas palavras





"Se com apenas 4 ou 5 palavras conseguimos expressar o que queremos porque, às vezes, usamos 15 ou 20? 

Temos o hábito de falar muito.

Como resultado as palavras perdem a força e nós perdemos energia. 

Palavras inúteis e palavras que perturbam os outros nos causam desperdício.

Palavras úteis e auspiciosas nos fazem acumular. 

Não amaldiçoem ninguém, deem felicidade.

Para aqueles que valorizam suas palavras, tudo que é falado se torna verdade." 

Brahma Kumaris



quarta-feira, 7 de março de 2012

Frases de Chico Xavier




Pequena coletânia de frases deste homem que foi um exemplo de fé e caridade, aprendi muito a respeito de mim mesmo ao ler os livros do Chico Xavier, e compartilho agora algumas das frases que mais me marcaram.

"Que eu não perca a vontade de doar este enorme amor que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetidoa provas e até rejeitado."


"O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que as pessoas escalassem o Everest,ou fizessem grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros."


"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."


"O amor não prende, liberta! Ame porque isso faz bem a você, não por esperar algo em troca. Criar expectativas demais pode gerar decepções. Quem ama de verdade, sem apego, sem cobranças, conquista o carinho verdadeiro das pessoas."


"Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!"


"Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta."


"Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar. As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito."


"Eu permito a todos serem como quiserem, e a mim  como devo ser."


"Lembremo-nos de que o homem interior se renova sempre. A luta enriquece-o de experiência, a dor aprimora-lhe as emoções e o sacrifício tempera-lhe o caráter. O Espírito encarnado sofre constantes transformações por fora, a fim de acrisolar-se e engrandecer-se por dentro."


"Deixe algum sinal de alegria, onde passes."


"A sabedoria superior tolera, a inferior julga; a superior perdoa, a inferior condena. Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar!"


"Se o momento é de crise, não te perturbes, segue...
Serve e ora, esperando que suceda o melhor.
Queixas, gritos e mágoas são golpes em ti mesmo.
Silencia e abençoa, a verdade tem voz."



"Lembra-te de que falando ou silenciando, sempre é possível fazer algum bem."


























sexta-feira, 2 de março de 2012

Observar e Aprender






Cheng era o discípulo de um sábio monge de nome Ling. Um dia, quando Cheng acreditava estar pronto para assumir a condição de liderar seu povo, foi conversar com seu mestre, e este lhe perguntou:

- Observe este rio, qual a importância dele?

Eles se encontravam no alto de uma montanha. Cheng observou o rio, o seu vale, a vila, a floresta, os animais e respondeu:

- Este rio é a fonte do sustento de nossa aldeia. Ele nos dá a água que bebemos, os frutos das árvores, a colheita da plantação, o transporte de mercadorias, os animais que estão ao nosso redor e muito mais. Nossos antepassados construíram estas casas aqui, justamente por causa dele. Nosso futuro também depende deste rio.

O monge Ling colocou a mão na cabeça do discípulo e pediu-lhe que continuasse a observar.

Os meses se passaram e o mestre procurou Cheng.

- Observe este rio, qual a importância dele?- repetiu a pergunta ao discípulo.

- Este rio é fonte de inspiração para nosso povo. Veja sua nascente: ela é pequena e modesta, mas com o curso do rio, a correnteza torna-se forte e poderosa. Este rio nasce e tem um objetivo: chegar ao oceano, mas para lá chegar terá de passar por muitos lugares e por muitas mudanças. Terá de receber afluentes, contornar obstáculos.
 

Como o rio, temos de aprender a fluir. O formato do rio é definido pelas suas margens, assim como nossas vidas são influenciadas pelas pessoas com as quais convivemos. O rio sem as suas margens não é nada.
 

Sem nossos amigos e familiares também não somos nada. O rio nos ensina, ainda que uma curva pode ser a solução de um problema, porque logo depois dela podemos encontrar um vale que desconhecíamos. O rio tem suas cachoeiras, suas turbulências, mas continua sempre em frente porque tem um objetivo. Ensina-nos que uma mudança imprevista pode ser uma oportunidade de crescimento. Veja no fim do vale: o rio recebe um novo afluente e, assim, torna-se mais forte.

O monge Ling colocou a mão na cabeça do discípulo e pediu-lhe que continuasse a observar.

Os meses se passaram e novamente o mestre perguntou:

- Observe este rio: qual a importância dele?

- Mestre, vejo o rio em outra dimensão. Vejo o ciclo das águas. Esta água que está indo já virou nuvem, chuva e penetrou na terra diversas vezes. Ora há a seca, ora a enchente. O rio nos mostra que se aprendermos a perceber esses ciclos, o que chamamos de mudança será apenas considerada como continuidade de um ciclo.

O mestre colocou a mão na cabeça do discípulo e pediu-lhe que continuasse a observar.

Os meses se passaram e o mestre voltou a perguntar a Cheng:

- Observe este rio, qual a importância dele?

- Mestre, este rio me mostrou que cada vez que eu o observo, aprendo algo novo. É observando que aprendemos. Não aprendo quando as pessoas me dizem algo, mas sim quando as coisas fazem sentido para mim.

O mestre sorriu e disse-lhe com serenidade:

- Como é difícil aprender a aprender! Vá e siga seu caminho, meu filho.
Autor desconhecido