domingo, 26 de junho de 2011

O CAMINHO QUÁDRUPLO



O CAMINHO QUÁDRUPLO
                                                             
As tradições xamânicas recorrem ao poder dos quatro arquétipos para viver em harmonia e equilíbrio com o meio ambiente e a própria natureza interior:  O Guerreiro, o Curador, o Visionário e o Mestre.
Esses arquétipos se lastreiam nas raízes míticas mais profundas da humanidade, nós também podemos ter acesso a sua sabedoria.

Quando aprendermos a viver esses arquétipos internamente, começaremos a recuperar a nós mesmos e ao nosso fragmentado universo.

Os quatro princípios a seguir, cada um baseado em um arquétipo, compõem o chamado Caminho Quádruplo.

Mostrar-se ou optar por estar presente.
O estar presente nos permite ter acesso aos recursos humanos do poder, presença e comunicação.
Este é o caminho do Guerreiro.

Prestar atenção ao que tem coração e significado.


Prestar atenção abre-nos para os recursos humanos do amor, gratidão, respeito e valorização.
Este é o caminho do Curador.

Dizer a verdade, sem culpar nem julgar.

A verdade que não julga mantém nossa autenticidade e desenvolvenossa visão e intuição interiores.
Este é o caminho do Visionário.

Estar aberto aos resultados, não preso aos resultados.


A abertura e o desapego nos ajudam a recobrar os recursos humanosda sabedoria e da objetividade.
Este é o caminho do Mestre.

Em nossa sociedade, expressamos o caminho do Guerreiro pela nossa capacidade de liderança.

Expressamos o caminho do Curador por nossas atitudes preocupados em manter nossa própria saúde e a do nosso meio ambiente.

Expressamos o caminho do Visionário através da nossa criatividade pessoal e de nossa capacidade de trazer ao mundo nossos ideais e visões de vida.

Expressamos o caminho do Mestre pela nossa capacidade de comunicação e conhecimentos construtivos.

O que for a profundeza do teu ser, assim será teu desejo.
Esse é o caminho de todos nós.
O que for o teu desejo, assim será tua vontade.
O que for tua vontade , assim serão teus atos.
O que forem teus atos, assim será teu destino.

                                                                      (Angeles Arrien)

terça-feira, 21 de junho de 2011

A Pintura da Paz



A Pintura da Paz
                     ( Recebi por email do meu amigo Aprendiz do Infinito)

Certa vez houve um concurso de pintura e o primeiro lugar seria
dado ao quadro que melhor representasse a paz.
Ficaram, dentre muitos, três finalistas igualmente empatados.
O primeiro retratava uma imensa pastagem com lindas flores
e borboletas que bailavam no ar acariciadas por uma brisa suave.
O segundo mostrava pássaros a voar sob nuvens brancas como a neve
em meio ao azul anil do céu.
O terceiro mostrava um grande rochedo sendo acoitado pela violência
das ondas do mar em meio a uma tempestade
estrondosa e cheia de relâmpagos.
Mas para surpresa e espanto dos finalistas,
o escolhido foi o terceiro quadro,
o que retratava a violência das ondas contra o rochedo.
Indignados, os dois pintores que não foram escolhidos,
questionaram o juiz que deu o voto de desempate:
- Como este quadro tão violento pode representar a paz, Sr. Juiz?
E o juiz, com uma serenidade muito grande no olhar, disse:
- Vocês repararam que em meio à violência das ondas e a tempestade ha,
numa das fendas do rochedo,
um passarinho com seus filhotes dormindo tranqüilamente?
E os pintores sem entender responderam:
-sim, mas...
Antes que eles concluíssem a frase, o juiz ponderou:
- Caros amigos, a verdadeira paz é aquela que mesmo nos momentos
mais difíceis nos permite repousar tranqüilos.
Talvez muitas pessoas não consigam entender como pode reinar a paz
em meio a tempestade, mas não e tão difícil de entender.
Considerando que a paz e um estado de espírito podemos concluir que,
se a consciência esta tranqüila, tudo a volta pode estar em revolução
que conseguiremos manter nossa serenidade.
Fazendo uma comparação com o quadro vencedor,
poderíamos dizer que o ninho do pássaro que repousava serenamente
com seus filhotes representa a nossa consciência.
A consciência e um refugio seguro, quando nada tem que nos reprove.
E também pode acontecer o contrario:
tudo a volta pode estar tranqüilo e nossa consciência arder em chamas.
A consciência, portanto, e um tribunal implacável,
do qual não conseguiremos fugir, porque esta em nos.
E ela que nos dara possibilidades de permanecer em harmonia intima,
mesmo que tudo a volta ameace desmoronar,
ou acuse sinais de perigo solicitando correção.
Sendo assim, concluiremos que a paz não será implantada por decretos
nem por ordens exteriores, mas será conquista individual
de cada criatura, portas a dentro da sua intimidade.
Um dia, a paz vestiu-se de homem e conviveu com a humanidade
sofredora e aflita.
Conservava-se em paz mesmo diante das situações
mais turbulentas e assustadoras.

Autor Desconhecido



sexta-feira, 17 de junho de 2011

Dica de video

Passando pelo youtube encontrei esta montagem da musica "The Heart Of the Matter", interpretada pelo Renato Russo, a primeira vez que ouvi essa música foi no ano de 2002, ano este em que eu estava numa das piores fases da minha vida.
Voltar a ouvi-la me fez lembrar de que a vida tem dessas coisas, um dia você está triste, perdido sem foco e os dias ruins parecem que não se passam.
Mas  um dia, você se levanta pronto para fazer a roda girar e seu mundo andar! Superar a si próprio é a maior magia que existe no ato de viver.
Neste último mês de maio, quando meu mundo voltou a ficar totalmente nublado, pude perceber quantas coisas boas se pode perder se não houver superação.
Gratidão. Gratidão. Gratidão!
PS: canção com tradução.


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sabedoria Nativa



"Não me importa o que você faz para sobreviver.
Quero saber qual a sua dor e se você tem coragem de encontrar o que  seu coração anseia.
 Não me importa saber sua idade.
Quero saber se você se arriscaria parecer com um louco por amor,  pelos seus sonhos, pela aventura de estar vivo.
  Não me importa saber quais planetas estão quadrando sua lua.
Quero saber se você tocou o âmago de sua tristeza, se as traições da  vida lhe ensinaram, ou se omitiu por medo de sofrer.
Quero saber se você consegue sentar-se com as dores, minhas ou suas, sem se mexer para escondê-las, diluí-las ou fixá-las.
Quero saber se você pode conviver com a alegria, minha ou sua, se pode dançar com selvageria e deixar o êxtase preenchê-lo até o limite sem lembrar de suas limitações de ser humano.
 Não me importa se a estória que você me conta é verdadeira.
Quero saber se você é capaz de desapontar o outro para ser verdadeiro para si mesmo, se pode suportar a acusação da traição e não trair sua própria alma.
Quero saber se você pode ser fiel e consequentemente fidedigno.
Quero saber se você pode enxergar a beleza mesmo que não sejam bonitos todos os dias, e se pode perceber na sua vida a presença de Deus.
Quero saber se você pode viver com as falhas, suas e minhas, e ainda estar de pé na beira do lago e gritar para o prateado da lua cheia.... "Sim"!
Não me importa saber onde você mora ou quanto dinheiro tem.
Quero saber se você pode levantar depois de uma noite de pesar e desespero, exausto, e fazer o que tem de fazer para as crianças.
Não me importa saber quem você é, ou como veio parar aqui.
Quero saber se você estará ao meu lado no centro do fogo sem recuar.
Não me importa saber onde, o que, ou com quem você estudou.
Quero saber o que sustenta o seu interior quando todo o resto desaba.
Quero saber se você pode estar só consigo mesmo e se verdadeiramente gosta da companhia que carrega em seus momentos vazios.
Feliz caminhada a todos.....
Desejo que encontrem a coragem e sabedoria para serem verdadeiros consigo mesmos.
Obrigada por permitir-me partilhar o presente..."
Oriah Mountain Dreamer
( Uma Anciã Nativa)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Para refletir...

"O ego tenta convencer-nos de que vivemos em um mundo onde a 'causa' de tudo o que acontece está localizada fora de nós. Nossas experiências, portanto, seriam apenas 'efeitos'. Nossa vida nada mais seria do que uma série de respostas a acontecimentos exteriores, como se não tivéssemos nenhum poder de escolha.Para nos persuadirmos de que a vida é realmente assim,precisaríamos apagar todas as evidências de que o mundo que vemos é determinado pelo nosso próprio sistema de crença e pelos pensamentos em nossa menteEsse modo de pensar só poderá subsistir enquanto nos mantivermos apegados à idéia de que nada temos que ver com o fato de criar o mundo que vivenciamos. Insistimos na crença de que somos apenas um corpo, destinado a estar na Terra durante um breve período de tempo e depois morrer; insistimos na crença de que a morte é o fim da vida.

Quando vivemos de acordo com esse sistema de crenças baseado no medo, é freqüente nos sentirmos vítimas e buscarmos constantemente alguém a quem identificar como sendo o nosso inimigo. Esse sistema de crença parece estar nos dizendo que sempre haverá guerras, que o passado sempre irá predizer o futuro, que não podemos confiar no amor e que os outros, e até mesmo nós, fizemos coisas imperdoáveis. Esse sistema de crenças pretende fazer com que nos agarremos à idéia de que culpa e punição são coisas valiosas o que não é verdade.

É da maior importância respeitar o poder dos nossos pensamentos. Afinal de contas, são eles que criam o nosso comportamento e que determinam a nossa maneira de ver o mundo e reagir a ele. De acordo com o sistema mental baseado no medo, não há problema se tivermos pensamentos agressivos, uma vez que só as ações agressivas causam dano às outras pessoas.

Uma outra maneira de olhar o mundo é acreditar que os nossos pensamentos podem ser tão prejudiciais quanto as nossas ações. O mundo que vemos começa a mudar quando abandonamos todos os nossos pensamentos agressivos e os substituímos por pensamentos amorosos".

Gerald Jampolsky